Obesidade Infantil: um cuidado para toda a vida


Obesidade Infantil: um cuidado para toda a vida

A obesidade infantil não é só uma questão estética que pode expor a população mais jovem ao bullying, é um problema sério de saúde, que pode acarretar em doenças graves. Para colocar o assunto em pauta, foi estipulado o 03 de junho como “Dia da Conscientização Contra a Obesidade Mórbida Infantil”.

De acordo com o Ministério da Saúde, quase 13% das crianças brasileiras de 05 a 09 anos estão acima do peso ideal. Mas, o acúmulo de gordura corporal em crianças não é exclusividade do Brasil. Segundo o pediatra Lucas Andrea Leonete, nos últimos 40 anos, o mundo todo tem registrado aumento da obesidade nos pequenos. Ele pontua que existe a expectativa de que, em território nacional, cerca de 11,5 milhões de crianças estejam obesas até 2025.

Quanto às razões que levam os pequenos a ficarem com excesso de gordura, existem várias, mas a principal está relacionada aos nossos hábitos hoje em dia.

Existe o famoso componente hereditário, mas a obesidade é fortemente mediada por um fator corporal, que se impõem na educação alimentar desde cedo e nos hábitos da família.

Sempre falo aos meus pacientes que vem com crianças obesas, que dependendo da idade da criança, não é indicado o uso de farmacoterapia para perda de peso corporal, e sim, uma reeducação em todos os hábitos da família, não só da criança. O grande segredo está em um refinamento cultural por parte da família, em hábitos que sejam mais saudáveis, alimentos energeticamente mais valorosos, e na medida do possível, foco na prática de atividades físicas.

Os alimentos que mais contribuem para o aumento desnecessário de peso são, na maioria das vezes, as guloseimas recheadas de carboidratos. Por isso, um equilíbrio nutricional com mais comidas saudáveis é o indicado. Ter esse cuidado com a alimentação pode evitar o risco de doenças nas articulações e ossos, diabetes, problemas cardíacos e até câncer na vida adulta.

Não há uma regra que diz que crianças obesas serão adultos obesos, mas há uma tendência. Embora existam claras evidências da influência das questões genéticas, crianças que são obesas podem ser recolocadas num ambiente reestruturado, no sentido de uma alimentação mais saudável, e ela pode incorporar esses hábitos para o resto da vida. Afinal de contas, alimentação é um hábito, pode ser um hábito ruim ou um hábito bom, se nutrirmos os hábitos bons ela vai levar para o resto da vida, não há uma regra, a não ser a regra familiar, em que se pega junto ou se mantém isolado o manejo da obesidade.

Para facilitar a alimentação saudável da criançada é preciso dar exemplo em casa. Beber bastante água e ter um tempo do dia para gastar energia brincando também ajuda!

Lucas Andrea Leonetti – CRM 26524-RS

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